Fonte de pesquisa: http://www.rainhamaria.com.br/
Colaboração: Luiz Antonio (Pastoral Familiar São Pio X)
Para entrar nesse assunto é bom
sempre lembrar que Jesus foi o primogênito e o unigênito da família de Nazaré.
Quanto aos “supostos irmãos de Jesus” a Bíblia não os mencionam como “filhos
de Maria”. Somente o Mestre é chamado “filho de Maria”, com o artigo no
original (Marcos 6,3).
Antes de aprofundar este tema, é
bom lembrar 05 pontos fundamentais:
Primeiro – se Jesus teve irmãos, porque Maria é chamada “Mãe de Jesus?” e nunca mãe do “irmãos de Jesus?”
Segundo – A família de Nazaré aparece apenas com 03 pessoas.
Jesus, Maria e José.
Terceiro – porque seus pais iam todos os anos a Jerusalém para
a festa da páscoa e Jesus nunca aparece ao lado dos “supostos irmãos?”
Quarto – Porque Jesus entrega sua mãe aos cuidados de João o
Evangelista, e não aos “supostos irmãos?”
Quinto – porque esses “supostos irmãos” não aparecem na
crucificação de Jesus?
A Bíblia deixa bem claro, quando se trata de um filho, e quem são os pais. Para entender melhor citemos alguns textos:
No Antigo Testamento
“Adão conheceu outra vez sua
mulher, e esta deu à luz um filho, ao qual pôs o nome de Set, dizendo,
Deus deu-me uma posteridade para substituir Abel, que Caim matou”. (Gênese
4, 25)
“Então falou Deus a Noé, sai da
arca, com tua mulher, teus filhos e as mulheres de teus filhos”
(Gênese 8, 15-16) Confira mais em: (Gênese 5,1-32) (Gênese 10, 1-32)
(Gênese 11, 10-32) onde se fala de filhos e filhas.
No Novo Testamento
“Ela dará à luz um filho,
a quem porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo de seus pecados” (Mateus
1, 21).
“Senhor, tem piedade de meu filho,
porque é lunático e sofre muito: ora cai no fogo, ora cai na água...” (Mateus
17,15).
“Respondeu um homem dentre a
multidão: Mestre, eu te trouxe meu filho, que tem um espírito mudo” (Marcos
9,17).
“Ao chegar perto da porta da
cidade, eis que levavam um defunto a ser sepultado, filho único de
uma viúva; acompanhava-a muita gente da cidade” (Lucas 7,12).
“Porque tinha uma filha única,
de uns doze anos, que estava para morrer. Jesus dirigiu-se para lá, comprimido
pelo povo” (Lucas 8,42).
Em centenas e centenas de textos
Bíblicos, fica muito claro, onde se fala de filhos e de pais, e os protestantes
afirmam por paus e pedras que, Jesus teve irmãos. Para isso se baseiam em
(Marcos 6,3) “Por acaso não é ele o carpinteiro, filho de Maria, irmão de
Tiago, José, Judas e Simão?”.
Explicação:
A palavra irmão, aqui tem o
significado de “primo ou parente próximo, pois a língua hebraica não possui a
palavra primo”.
- Quem eram Tiago, José, Judas e
Simão?
Explicação: A mãe de Jesus tinha uma parente que se chamava também
Maria, casada com Cleófas.
- De fato lemos na Bíblia: “Perto
da cruz de Jesus, permanecia de pé sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria, mulher de
Cléofas.” (João 19,25)
- Tiago e José eram filhos de
Cléofas com a parente de Nossa Senhora, que se chamava Maria.
- logicamente Judas era irmão de
Tiago. De fato lemos: “Judas, irmão de Tiago” (Judas 1 e Lucas 6,16) todos
eles eram primos de Jesus, ou parentes próximos, como Simão pelo mesmo motivo.
Há muitos exemplos na Bíblia em
que os parentes próximos são chamados de irmãos: “Disse Abraão a Lot: Peço-te
que não haja rixas, pois somos irmãos.”(Gênesis 13,8) - Abraão não era irmão de
Lot, mas tiio.
- “Eleazar morreu e não teve
filhos, mas filhas e estas se casaram com os filhos de Cis, seus irmãos.” (1
Crônicas 23,22) - As filhas de Eleazar eram primas dos filhos de Cis.
- Ver também: (Êxodo 2,11)
(Mateus 23,8) (Gênesis 9,6) (Mateus 5,21-22) (1 Coríntios 15,6).
Respondendo objeções
1ª Objeção: os “Irmãos de Jesus”. É
assim que a Bíblia se refere nominalmente a quatro pessoas: Tiago, José, Judas
e Simão (Marcos 6,3). Eles seriam, irmãos carnais de Jesus, concluem os
protestantes.
No entanto, nada mais falso, pois
três desses “Irmãos de Jesus”, têm seus pais nomeados na Bíblia. Vejamos:
o 1º é Tiago. É ele, segundo (Gálatas 1,19), Tiago Apóstolo, o Menor (Marcos
15,40), cujo pai é Alfeu (Mateus 10,3); o 2º, José, é irmão carnal de Tiago,
pois ambos são filhos de uma das três Marias que estiveram ao pé da Cruz
(Mateus 27,56), e cujo irmão pai é também Alfeu; o 3º é Judas, o Tadeu, que
também é irmão de Tiago (Judas 1,1). Seu pai é também Alfeu. São Lucas o chama
“Judas de Tiago” ou seu irmão (Lucas 6,16).
O último da lista é Simão, cujos
pais não têm os nomes expresso na Bíblia. Mas o historiador Hegezipo (sec. II),
informa que ele é filho de Cléofas, esposo de “Maria, irmã da Mãe de Jesus” (João
19,25). Ele é, pois, primo de Jesus. E se Cléofas e Alfeu são nomes em hebraico
e aramaico da mesma pessoa, como pensam muitos, os quatro chamados “irmãos de
Jesus” são entre si, irmãos carnais. Em qualquer hipótese eles são primos
ou parentes de Jesus.
De fato, é muito comum na Bíblia,
parentes próximos serem chamados de irmãos. É só conferir (Gênesis 13,8)
comparado com (Gênesis 12,5 e 11,28-31) (Gênesis 29,13 e 15) (Levítico 10,4) (1
Crônicas 23,22) etc.
2ª Objeção: ela é tirada do
título de “primogênito” atribuído a Jesus em Lucas 2,7. Daí concluem os
protestantes que Maria teve outros filhos além de Jesus.
Isso revela grande ignorância,
pois “primogênito” é termo jurídico da Bíblia que tem significado bem
determinado: é o primeiro filho, quer venha outro, quer não. Não se esperava
por outro filho para que o 1º fosse tido e tratado como primogênito a vida
toda.
Confirma isto o túmulo,
recém-descoberto, de uma judia do 1º século, com a inscrição: “Aqui jaz
Arsinoé, morta ao dar à luz o seu primogênito”.
3ª Objeção: é tirada de (Mateus
1,25), onde se lê: “E José não a conheceu até que ela deu à luz. . .” os
protestantes concluem que a conheceu depois.
Mais uma vez outra falsa
conclusão. Parece desconhecerem que a expressão “até que” é, na Bíblia, um hebrismo
que significa “Sem que”, invertendo-se os termos da frase. Significa, então,
que Maria “deu á luz sem que José A tivesse conhecido”, e nada mais.
São incontáveis os exemplos disso
na Bíblia. Eis apenas um: “O coração do justo está firme e não temerá “até que”
veja confundidos os seus inimigos”(Salmos 111,8). Ora, se não temeu antes,
não temerá depois. O sentido é: “os inimigos serão confundidos sem que o
coração do justo tema”. Assim Mateus quis apenas afirmar que “Maria concebeu
sem participação de José”. Conferir na Bíblia outros casos desse modo de falar:
(Deuteronômio 7,24) (Sabedoria 10,14) (Salmos 56,2 71,7; 93,12-13; 109,1)
(Isaias 22,14) (Mateus 5,18 22,44) (Hebreus 1,13; 10,12-13; etc.)
4ª e última objeção: é tirada de
(Mt 1,18) onde se lê que Maria concebeu do Espírito Santo “antes que
coabitassem”. Os protestantes concluem erradamente que conheceu depois.
Isso porque eles não se importam
com o contexto literário e histórico da Bíblia. E tomam, no caso, “coabitar” no
sentido de relação carnal, quando, pelo contexto, e pelo modo como os judeus se
casavam, só cabe o sentido de “morar juntos”.
De fato, o casamento dos judeus
era feito em duas etapas: a 1ª se realizava na casa dos pais da moça em
cerimônia simples. Marcavam-se então as núpcias festivas - era a segunda etapa
- na qual a esposa era levada para a casa do esposo. Era esta a coabitação
(morar juntos), de que fala o evangelista no citado texto. Foi entre essas duas
cerimônias que se deu o mistério da Encarnação.
Conclusão
Segundo a Bíblia, a Tradição e o
Magistério da Igreja, Maria teve um único filho, e disso, nós temos certeza.
Autor: Jaime Francisco de Moura
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